Sem categoria

(2) Perguntas e respostas: O QUE VOCÊ FARIA SE?

Faça sua pergunta sempre começando pela expressão “O que você faria se” e envie para o e-mail: [email protected]

Vou aguardar. Obrigado por participar 

Pe. Rafael, CSsR

==============================

Se você fosse nascer de novo, e pudesse escolher onde, qual país você escolheria para nascer?

(Danilo Ferreira dos Santos, Aparecida de Goiânia, GO)

Caro Danilo. Sua pergunta me deixa em uma situação embaraçosa, sabe por quê? Porque se responder positivamente, eu ficarei em maus lençóis com os meus conterrâneos. Nasci em Mozarlândia, uma lindíssima cidade do noroeste goiano. Saí de lá com 14 anos idade para ir viver no Seminário São José, da Vila Aurora, em Goiânia, e nunca mais voltei para passar uma longa temporada. Minha família foi, aos poucos, se mudando para outras cidades e aí, para mim, ficou mais difícil. Ainda assim, tenho muito orgulho da minha terra. Mas, para responder o que você perguntou, na verdade, eu escolheria, de novo, nascer no Brasil. Só que eu queria que esse país fosse bem diferente. Eu escolheria nascer em um país que não tivesse uma das maiores concentrações de renda do planeta. Um país que não tivessem nem pessoas muito ricas, nem pessoas muito pobres. Um país com mais justiça social e onde todas as famílias pudessem criar seus filhos tendo saúde pública de qualidade, educação libertária e gratuita em todos os níveis, segurança nas ruas, transporte coletivo digno, alimentos sem agrotóxicos e por aí afora.

Se você pudesse passar três dias numa localidade turística religiosa, você iria para onde?

(Maristela Cavalcanti, Trindade, GO)

Achei sua pergunta inteligente e curiosa, Maristela. O turismo religioso pode ser uma fonte de prazer e de formação para todos nós, além de favorecer a manutenção do nosso imenso patrimônio de arte sacra espalhado pelo mundo inteiro. Seria tão bom se viagens para os destinos de lugares religiosos tivessem preços mais acessíveis! Acho uma pena que tenhamos que ficar engolindo, todo ano, uma história de que as passagens ficarão mais baratas e, no entanto, vemos as coisas piorarem tanto. Se eu pudesse passar três dias numa localidade turística religiosa, eu escolheria ir para um lugar que tem uma história instigante: o Monte Atos, na Grécia. Lá está um complexo de mosteiros que abriga cerca de 1.500 monges ortodoxos. Eles são responsáveis pela legislação naquele território, mesmo pertencendo ao estado grego. Conta-se que lá existe um patrimônio artístico religioso de deixar qualquer um de boca aberta. Só se chega ao Monte Atos de barco e há um problema que me incomoda porque preferia que não fosse assim: apenas homens podem visitar os mosteiros.

Se você tivesse oportunidade de falar com o presidente Trump, qual seu conselho a ele em relação à política externa dos Estados Unidos?

(Mário Gonçalves, Senador Canedo,GO)

Mário, obrigado por trazer uma questão tão importante para a geopolítica do mundo inteiro. Confesso que é tão necessário e profundo um conselho para Donald Trump que nem sei se sou capaz de oferecer. Os Estados Unidos da América são, com todas as letras maiúsculas, o maior império da terra. Eles influenciam as culturas de todos os cantos, bisbilhotam e se metem na política de todos os países nos quais têm interesses estratégicos, ditam o ritmo da economia mundial e promovem uma ideologia triste que está condensada no dito: “América first” (Primeiro, a América). Trump justamente foi eleito para resgatar esse dito com todas as suas consequências. Ele insinuava que seu predecessor, Barack Obama, estava pensando “demais” nos outros países do mundo e não colocava a América em primeiro lugar. Portanto, meu conselho seria exatamente sobre esse tema. Eu diria: “Presidente: pense e governe pensando na civilização inteira! Os Estados Unidos são um grande país e têm um grande povo, mas há tantos outros países tão importantes quanto os Estados Unidos! Respeite. Dialogue. Converse. E, por fim, jure diante de Deus que nunca mais, o senhor autorizará o financiamento de guerras”. É isso.