LI, VI, OUVI, ESCREVI

SÍRIOS PODEM SAIR DO ESPETO E CAIREM NA BRASA

Permanece na mão de um ditador sanguinário ou se entrega a grupos terroristas. Não parece existir saída para a Síria. No último balanço da situação que saiu, nesta sexta-feira, 6 de setembro, na revista “Famiglia cristiana”, não há sinais de que uma intervenção armada pode resolver alguma coisa naquele país. Na véspera da Vigília pela Paz convocada por Papa Francisco, eis o resumo do caso feito pela revista dos Paulinos:

Quatro milhões de refugiados, mais de cem mil mortos, centenas de vítimas do ataque com gás asfixiante. O país está em plena guerra e ainda há o risco de explodir um conflito em todo o Oriente Médio. E ninguém vê a luz no fim do túnel.

“Parem com o barulho das armas”, Papa Francisco, como seu predecessor João Paulo II definiu o ataque ao Iraque “um crime contra a paz, Bergoglio exprime “grande sofrimento e preocupação por causa do aumento da violência em uma guerra entre irmãos, com a multiplicaçao de massacres e atos atrozes”.

O Papa, mas não somente ele, pois são incontável número de vozes que se manifestam contra o recurso das armas. Está muito claro o jogo que é muito pesado: Assad tem como aliadas, as poderosas Russia e China, além do Irã sempre disposto a atacar Israel. Os Estados Unidos querem colocar Assad de joelhos, mas sabem que os “lbertadores”da Síria são os seus piores inimigos: grupos ligados a Al Qaeda que com qualquer possibilidade de chegar ao poder, vão criar um novo Afeganistão. E estamos em 2013. O tempo em que e ouvia o slogan de “luta contra o terror”e unia os aliados dos Estados Unidos acabou. A Europa está dividida. E, além de tudo, há um bocado de interrogações: por que a comunidade internacional só toma consciência de uma situação quando já é tarde demais? E por que as soluções que são sugeridas são as mesmas da Idade Média e da Antiga Roma, ou seja, o recurso as armas?

Rafael Vieira, 6.9.2013