ESPECIAL

POEIRA CULTURAL

Não é só traça que adora livro velho

Priscilla Santos, Revista Vida Simples, Editora Abril

Compre um livro, preserve uma árvore e poupe dinheiro. Três boas atitudes que se resolvem em uma só: entrar em um sebo. Nessas livrarias de usados encontram-se relíquias literárias a baixo custo que ainda ajudam a evitar o desperdício de papel e tinta. Na maioria discretos, escondidos por trás de uma portinha em uma esquina, os sebos guradam não só as histórias dos autores cujos nomes constam das capas dos volumes, mas também romances e intrigas anônimas, verdadeiras novelas que os vários donos deixaram entre as páginas dos tomos de páginas marcadas. “Já achei carta de amor, continhas de dona-de-casa, fotos de filhos e namorados. As pessoas registram nos livros momentos de suas vidas”, diz Flavio Gonsalez, do Sebo Cultural, de São Paulo. Vasculhando entre o pó e algumas quinquilharias, encontram-se clássicos. Alguns na língua original. Sem contar as coleções completas de Monteiro Lobato, Machado de Assis e Eça de Queiroz. Se você acha tudo isso muito letrado, pode se divertir lebdo Asterix e Obelix, A volta de Lassie (a própria!) ou o suplemento da Supernovelas de uma Capricho de 1962.