ESPECIAL

Para lavar a alma

Humildade se trabalha com vassoura

Fernanda Dannemann, Revista Vida Simples, Editora Abril

A faxineira não veio e sua vontade é correr para um hotel? Pois aprenda com a bagunça. “Ter que executar uma atividade exaustiva, esteriotipada e desvalorizada pela sociedade como a faxina da casa pode ser oportunidade de trabalhar a humildade. Há muito o que aprender com um balde e uma vassoura“, diz a escritora e conferencista americana Victoria Mooran. Segundo ela, cuidar da cassa é uma atitude de amor e respeito por si mesmo. “Se nosso lar é uma extensão de nós, o empenho e o tempo que gastamos para transformá-lo num lugar que nos alimente e conforte mostram se achamos que merecemos esse esforço“, diz ela. Mas se você ainda está longe de ver o pano de chão como professor, Fátima Sousa, 40 anos, diarista no Rio de Janeiro há 23, dá as dicas: “Se você se concentra no que está fazendo, em vez de pensar no quanto aquilo é chato ou pesado, descansa a mente dos problemas. Limpa a casa e a cabeça também, depois relaxa com tudo limpo“. Fátima sugere que faxinar cantando ajuda a liberar sentimentos fortes, como raiva ou baixo-astral. “É Psicologia grátis“, diz ela, com o pano de pó na mão.