ESPECIAL

Como ter melhores conversas

Jeanne Callegari, Revista Vida Simples, Editora Abril

Em tempos de ofensas sendo destiladas em toda parte, a chamada comunicação não violenta nos ensina a buscar nossa humanidade compartilhada, apesar das diferenças, e a aprender a ouvir.

  • O que aconteceria se, em vez de reagir como fazemos, pudéssemos fazer diferente? Se, em vez de raiva, gritos, exercitássemos a escuta, a empatia e tentássemos entender o outro?
  • As formas tradicionais de resposta que temos não são suficientes para dar conta dos conflitos que vivemos. É hora, talvez, de tentar alguma outra coisa.
  • A comunicação não violenta é um músculo que precisa de exercício. Aos poucos, percebemos o poder transformador de se comunicar com mais respeito.
  • Quando colocamos nossos sentimentos na mesa, deixamos que o outro enxergue nossa vulnerabilidade. E isso pode ser transformador, porque deixamos à mostra nossas emoções verdadeiras.
  • A empatia é a compreensão respeitosa do que os outros estão vivendo. Para isso, é fundamental esvaziar a mente e ouvir com todo o nosso ser. E isso requer despir de ideias preconcebidas.

Na comunicação não violenta todos os envolvidos colocam suas emoções e necessidades na mesa, e isso tenta ser conciliado. Para ouvir respitosamente precisamos olhar outra vez, com mais cuidado e procurar  não aquilo que nos diferencia, mas o que nos une.