NOVIDADES

ESTRANHO: MÍDIA PERDEU PODER DE MEDIAR DURANTE A PANDEMIA

Um texto curto e interessante sobre as mídias atuais transformadas em tempo de pandemia. O texto original está no jornal Avvenie. Pesquisa feita na Itália, mas serve como luva na mão por aqui também. Eu só passei no Google Tradutor para você ler.

Se com a Covid a mídia não mediar mais
Alessandro Zaccuri Quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A pesquisa realizada pelo Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade de Urbino para o oitavo Festival de Jornalismo Cultural fotografa uma imagem parcialmente inesperada

Espere, isso é fácil: por que eles são chamados de mídia? Porque eles fazem a mediação entre alguém e outra pessoa. Entre instituições e cidadãos, por exemplo, mas também entre especialistas e quem se dirige aos meios de comunicação para tentar compreender mais. Tem sido assim até agora, ou pelo menos até o outro dia. Mas tentemos imaginar o que poderia acontecer se, em situações extremas, a mídia mediasse um pouco menos e as instituições ou especialistas fornecessem informações diretas.

Foi exatamente o que aconteceu nos meses do Lockdown e que, embora de forma mitigada, continua a acontecer nestes dias, entre uma prorrogação do estado de emergência e mais um boletim de evolução das infecções. Um cenário parcialmente inesperado, que agora é fotografado com precisão pela pesquisa realizada pelo Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade de Urbino para o Festival de Jornalismo Cultural, cuja oitava edição abre dia 9 de outubro.

Liderado por Lella Mazzoli, em junho passado o grupo de pesquisa entrevistou mil pessoas – 1.003, para ser mais exato – com o objetivo de fazer um balanço não só de como os italianos obtêm informações, mas também e principalmente de como elas são. A qualidade das notícias científicas foi percebida durante a tempestade de coronavírus. O quadro que emerge alterna confirmações (como a primazia da televisão nacional, estável em 86%) com elementos significativos de descontinuidade.

Uma delas diz respeito à redução abrupta da audiência de rádio (para 52% em 2019, agora para 45%), em grande parte atribuível à mudança forçada de hábitos de que deriva também a redução adicional do papel dos jornais nacionais e locais. Eles se fixaram em 28% e 27% em comparação com 34% no ano passado. Por outro lado, todas as redes de notícias (de 60% a 66%) e canais de TV locais (de 52% a 60%) estão em ascensão, desempenhando uma função de proximidade particularmente apreciada em tempos de incerteza.

Se você se deslocar na web, porém, o único fator que contradiz o fortalecimento geral das diversas fontes (liderando o ranking estão os sites de jornais, consultados por 64% dos entrevistados) é o uso do boca a boca no Facebook, que registra uma diminuição de 3% (de 39% para 36%). Olhando mais de perto, percebe-se que a mudança de hábitos não se distribui de maneira homogênea: são principalmente jovens entre 18 e 29 anos (39,5%) e pessoas com ensino superior que contam com o uso do online, 32%), enquanto os maiores de 65 (37%) e os de menor escolaridade se mantêm fiéis aos meios de comunicação tradicionais (47% do ensino fundamental, 34% da média). De qualquer forma, para mais da metade dos entrevistados (55%) as informações seguiram a tendência do coronavírus de forma bastante adequada e 11% expressaram uma avaliação totalmente positiva.

A maior surpresa, porém, surge quando os atores desse fluxo de informações são identificados. De fato, a Proteção Civil (22%), os organismos públicos de saúde (21%) e, em pé de igualdade com os jornais nacionais, a Presidência do Conselho (17%) suscitam maior confiança. Além das estratégias de comunicação adotadas pelas instituições, com as famosas transmissões ao vivo ou nas redes sociais, pesa muito a peculiaridade das informações em questão.

Mensagens mais claras são favorecidas, como aquelas relacionadas aos métodos de prevenção (81%), e continuamos céticos em relação aos anúncios repetidos de vacinas (apenas 53% estão satisfeitos com eles). Tirando o coronavírus, 69% dos entrevistados dizem acreditar que as informações científicas em nosso país são muito ou razoavelmente confiáveis.

Pegando emprestado parte da pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Pew Research Center, a pesquisa da Universidade de Urbino também dedica atenção ao tema da fé. Ao contrário do que aconteceu nos EUA, onde 24% da amostra afirma ter reforçado suas convicções religiosas durante a emergência, apenas 14% dos italianos admitem atitude semelhante. Para 70% dos nossos compatriotas, de fato, a pandemia não induziu nenhuma mudança espiritual. Apenas 2%, por outro lado, declaram ter menos fé do que antes.

Texto original:

https://www.avvenire.it/agora/pagine/se-con-il-covid-i-media-non-mediano-pi

Imagem do jornal.