LI, VI, OUVI, ESCREVI

NOVIDADES: A MONJA “TWITTEIRA”, O TERNO PRANDELLI E GANGS

Ela edita a revista da sua congregação, é colunista de vários sites e publicou um livro no qual faz interpretações, a luz da fé, de 99 tweets com pensamentos de Bob Marley, Kierkergaard, Groucho Marx, frases de alguns filmes e aforismos. É uma religiosa nicaraguense de 43 anos, da Congregação da Pureza de Maria. Seu nome é Xiskya Valladares e ficou conhecida como “freira twiteira”. Ela tem 14 mil seguidores no twitter.

Irmã Valladares também difunde a boa nova pelo FacebookGoogle PlusFlickr, e Youtube. “Um versículo da Bíblia cabe nos 140 caracteres do twitter”, diz ela recordando o Papa Bento XVI quando afirmou esse espaço é suficiente para relatar uma “experiência de Deus”. Sua fama é grande na América Central e ela confessa que seu entusiasmo pelas redes sociais começou durante a Jornada Mundial da Juventude, em Madri. Ela recebe respostas negativas, mas com paciência e humildade procura superar as provocações. Ela diz que segue a orientação de que no território livre da internet, a pessoa nem deve se inflar com os elogios e nem afundar com os insultos.

A história é contada pela agência argentina AICA

http://www.aica.org/8405-una-monja-tuitera.html

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OUTROS ASSUNTOS

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TREINADOR ITALIANO E O BRASIL

A revista “Sette” do grupo do “Corriere della Sera”, na edição publicada nesta sexta-feira, 13 de setembro, traz longa entrevista com Cesare Prandelli, técnico da seleção italiana e ele fala do Brasil. Ele diz que aprendeu a sonhar, a não ter mais medo dos sentimentos e ele acha que o povo italiano deveria fazer a mesma coisa. Confira um trecho dessa conversa no qual ele se refere ao Brasil:

Antes da Copa das Confederações, você já havia estado no Brasil?

Não, eu nunca estive antes no Brasil e digo que foi algo além do que imaginava. Vivemos, ao vivo, as manifestações populares e os protestos. Quando uma nação, depois de passar vinte e cinco anos aceitando qualquer coisa, resolve sair às ruas, isso quer dizer que há algo que não está bem. O mundo do futebol se conecta muito com o mundo social, isto é, você não pode reformar um Maracanã, gastando muito diante das favelas.

Você foi às favelas?

Não. Nós não fomos às favelas até porque depois que iniciaram as manifestações, nós ficamos “blindados” dentro dos hotéis.  Mas esse não é um problema unicamente brasileiro. É um problema que chegará logo a Europa, perto de nós, porque existe muita desigualdade. E até as pessoas que estão bem não podem ignorar quem está passando por necessidades.

Numa entrevista concedida a Luigi Garlando, do “Gazzetta”, você falou que não se deve ter medo da ternura. Mas, no futebol dos tatuados, dos músculos e dos resultados, há espaço para a ternura?

Eu converso sempre com os meus jogadores. Digo que, às vezes, o jogador quer passar a imagem de um homem duro que não tem problemas, e quando tem, resolve com facilidade. Eu digo que, ao contrário, que nós não devemos ter medo dos nossos sentimentos. Fraqueza, fragilidade e ternura fazem parte de nós e não podemos podemos continuar com o comportamento que nos ensinaram e com o qual nos conformamos.

No final da entrevista, ao ser convidado a dar um conselho aos torcedores italianos, às vésperas de uma estação que não será fácil para o país, Prandelli respondeu: “Aprendam a sonhar. Na Itália se sonha pouco e mal”.

GANGS NA AMERICA CENTRAL

A “Sette” ainda traz longa reportagem sobre os principais problemas de violência que atingem os países da região central da América Latina. Entre os mais graves está aquele representado pela formação de bandos de jovens criminosos em El Salvador. A situação social e, particularmente de violência, é tão grave no país que um terço da população já vive nos Estados Unidos.

Essas “gangs”são consideradas a pior praga da região. Trata-se de grupos compostos predominantemente por jovens muito novos que roubam, matam e, sobretudo, fazem uma eterna guerra entre eles mesmos. As ações desses grupos alimentam as maiores taxas de violência que não existem igual no Ocidente. Os bandos criminosos nasceram entre os salvadorenhos mais pobres que foram expulsos dos Estados Unidos depois do acordo de paz de 1992. Eles se proliferaram nas prisões e nas periferias das cidades. Nos últimos meses, as duas principais gangs, a “Mara Salvatrucha” e a “Mara 18″começaram uma espécie de processo de paz. Prometeram entregar todas as armas – já começaram a fazer isso – com a garantia de que os governo vai providenciar uma reinserçao de seus membros na sociedade por meio de iniciativas sociais nos bairros mais degradados.

www.corriere.it/speciali/testate/sette

Rafael Vieira, 13.9.2013