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PERFEITOS IMPERFEITOS: “A FAMÍLIA CONTINUA SENDO IMPRESCINDÍVEL”

Belíssima reflexão sobre um tema que diz respeito a todos nós, em qualquer lugar do mundo. O texto está publicado em uma das colunas do jornal católico “Avvenire”. Passei no tradutor para o nosso conhecimento.

A família é o verdadeiro “lugar das diferenças”

Domingo, 10 de janeiro de 2021

Atacada, criticada, ridicularizada, a família continua sendo algo sem o qual não podemos prescindir, pois o coração do homem contém um forte desejo de pertencimento. Todos precisamos sentir que estamos enraizados em uma história, e nossa família, com todas as suas dificuldades ou defeitos, representa o lugar de onde partimos e que deu a primeira e fundamental marca de nossa personalidade. A família é um sistema complexo, que se desenvolve em torno de dois eixos: a relação do casal e a relação que o casal mantém com as pessoas que a precedem (os pais) e que a seguem (os filhos).

Mas a família é também o lugar onde todas as principais diferenças do ser humano se encontram: a diferença de sexo entre os pais; a diferença de idade e geração entre filhos, pais e avós; a diferença a enfrentar porque viemos de duas famílias de origem diferentes; a diferença de papéis entre quem deve educar e quem é educado.
A diferença enquanto tal é sempre causa possível de mal-entendidos e conflitos, mas ao mesmo tempo é também o que traz a verdadeira novidade: novo é o olhar que o homem traz para a mulher (e vice-versa), novo o que o jovem traz para os idosos. (e vice versa). Novo é o que as duas famílias de origem trazem uma para a outra; novo é o que começa quando se passa à condição de pais e se deve encontrar a própria forma de educar.

A família é, portanto, um sistema complexo e muito rico, um lugar de amor e cuidado, mas também um lugar em que o conflito é inevitável, pois a diferença envolve sempre o esforço de compreensão mútua. Para ser um lugar seguro de pertença, a família necessita de definir-se na estabilidade: deve poder contar com os longos tempos, com o “para sempre” da promessa de amor, com a segurança protetora do vínculo partilhado; só isso é o que permite a cada um de seus membros não temer o conflito, mas antes aprender a administrá-lo e torná-lo uma oportunidade fecunda de crescimento.

Assim entendida, a família é também o ambiente privilegiado para favorecer o crescimento de personalidades ricas e capazes de boas relações. A inteligência de uma criança, sua educação, seus talentos, só não bastam para torná-la uma pessoa de sucesso e nem mesmo uma pessoa feliz, se não se cuida de trabalhar para o desenvolvimento de suas habilidades humanas; O individualismo atual, fonte de infelicidade generalizada, nos lembra que é preciso voltar a fazer crescer as pessoas de bom caráter, porque esta é a melhor garantia de sucesso tanto no campo do trabalho como no do amor.

Um “bom caráter” é o conjunto de diferentes habilidades: saber assumir o ponto de vista do outro; ter uma visão positiva da vida e dos relacionamentos; conheça seu próprio valor, mas também seus limites; saber como recomeçar; desenvolva paciência e força de vontade.

São qualidades que tornam a vida em comum agradável e que podem ser aprendidas na vida cotidiana normal; sobretudo se houver mais filhos, a família é o contexto mais precioso para formá-los, precisamente porque se apresenta como uma sociedade natural na qual as assimetrias, as desigualdades e as injustiças verdadeiras ou presumidas também são vividas e devem ser superadas. Todas essas pequenas dificuldades e sofrimentos exigem o desenvolvimento de recursos e adaptabilidade que nos ensinam a mediar, a fazer as pazes, a superar os conflitos.

Eles nos permitem experimentar que é preciso considerar pontos de vista diferentes dos nossos e que para sermos compreendidos devemos nos esforçar para nos explicar, sem exigir compreensão imediata.

A família nos faz sentir que somos únicos, mas ao mesmo tempo que não somos o centro do mundo e nos ajuda a encontrar nosso valor sem nos superestimar, pois ser superestimado, ao contrário da crença popular, não é fonte de força, mas de grande. insegurança.

Texto original:

https://www.avvenire.it/rubriche/pagine/e-la-famiglia-il-vero-luogo-delle-differenze