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SE VOCE FOSSE UM CANDIDATO A PREFEITO DE MOZARLÂNDIA?

Eu iria, antes de qualquer coisa, conhecer a cidade onde eu nasci. Saí dessa cidade do noroeste goiano no final de 1977 e, confesso, nunca mais tive a alegria de passar um bom tempo nela. Eu cresci longe de Mozarlândia, então, apesar de trazê-la, com orgulho, em meu registro de nascimento, eu não a conheço. Então, se eu fosse candidato a prefeito dela, iria me informar de como andam as coisas em várias setores. Iria querer como anda a Educação naquilo que é cuidado do município e qual a relação que se deveria ter com as etapas que estão sob a responsabilidade do estado. Eu creio que a Educação é a mãe de todos os outros setores de uma cidade. Somente com crianças tendo todas as condições de se formar com conforto e segurança, teremos cidadãos verdadeiramente fortes capazes de assumir os destinos da cidade na hora certa. Depois, iria querer saber como andam as coisas no campo da Saúde, seja na área pública ou naquela privada porque mesmo as empresas que explorram serviços de saúde devem satisfações ao município. Um povo que pode contar com a Prefeitura para se tratar, é um povo que vai ter orgulho de seu governante porque deixará de pedir favores e migalhas e exigirá o cumprimento de seus direitos.

Claro que se eu fosse o candidato a prefeito da minha cidade, ou ao menos um deles, eu não deixaria de fazer um robusto programa social para ir ao encontro da faixa mais vulnerável do povo que são os pobres, os indigentes, os desempregados, os trabalhadores da zona rural. Nesse programa, eu colocaria uma pauta extensa de ações que pudesse dar às pessoas voz e vez na elaboraçao de política pública séria e permanente e não apenas um mutirão assistencialista. Eu iria também fazer um levantamento profissional a respeito da situação habitacional da cidade e compreender de forma bem organizada o que fazer para que todos os habitantes do município pudessem se candidatar a ter o seu próprio teto. Gostaria também de saber como se resolver o problema da locomoção da população. No meu tempo de menino, andava-se, à pé, de ponta a ponta da cidade em poucos minutos. Hoje, eu já soube que não é assim. Então, seria necessário pensar em como ajudar a população a se locomover deixando para trás a ideia de que todo mundo tem carro.

Além disso, queria saber da situação cultural, dos cuidados com os idosos abandonados, do relacionamento com as instituções importantes como as igrejas, não somente com a Igreja Católica. No meu tempo, a cidade tinha uma história de harmonia na relação com as instuições. Seria importante também colocar no programa de governo um enorme e significativo plano econômico tanto para valorizar os funcionários públicos como também incentivar as iniciativas empresariais e combater o desemprego. Se eu fosse candidato a prefeito da minha cidade natal, por fim, eu iria promover uma busca de conterraneos espalhados por Goiás, pelo Brasil e pelo mundo para fazer uma reflexão profunda trazendo outras visões de gente que ama aquela terra e que poderia colaborar com a construção de um futuro ainda mais bonito.