LI, VI, OUVI, ESCREVI

“SEJA EGOÍSTA: FAÇA O BEM!”

Uma peça publicitária de uma campanha em busca de solidariedade feita por uma organização social fundada pelos pelos Frades Capuchinhos italianos chamou a atenção nesse domingo, 22 de setembro. Numa grande parte da página de um dos jornais de Roma, um apelo ao “egoísmo”. Um cartaz diferente, provocativo e forte pede que a pessoa “Seja egoísta:  faça o bem!” porque se sabe que fazer o bem é o melhor jeito para sentir-se bem.

Um texto ilustra a chamada:

Dar uma mão à Obra de São Francisco significa dedicar uma parte de si e dos seus próprios recursos a quem precisa de ajuda e que só pode agradecer a você com um sorriso ou um olhar. Mas esse esse seu gesto significa dar esperança e confiança e, por isso, pode leva-lo a se sentir uma pessoa melhor.

Quem apoia a OSF contribui para oferecer, cada ano, 800 mil pratos de comida, 65 mil banhos quentes e 37 mil consultas médicas a pobres e marginalizados. Há mais de 50 anos, contando com o trabalho de mais de 700 voluntários e doações de bens e de dinheiro, a OSF ajuda a quem não tem nada.

O jornal traz uma breve matéria sobre OSF:

Um banho quente, um prato de macarrão ou um remédio são coisas ao alcance da mão para tantos de nós. Mas para muitas outras pessoas, infelizmente, cada vez mais, essas coisas podem se tornar um luxo. Estrangeiros e italianos com histórias para contar, mulheres e homens em fuga vindos de países distantes, de situações de extrema pobreza ou de violência, vítimas do desemprego ou sem condições de tratamento médico por causa da indigência.

Todo dia, a Obra de São Francisco para os Pobres, fundada em 1959, pelos Frades Capuchinhos de Milão (Itália), fornecem gratuitamente assistência a pessoas que necessitam de coisas primárias: nutrir-se, vestir-se, lavar-se, curar-se, falar com alguém que saiba escutar e, eventualmente, aconselhar. Em alguns casos, também um teto provisório enquanto se encontra uma casa. A todos é possível um acesso direto aos serviços, graças a um cartão magnético personalizado. Esta organização foi crescendo, nas últimas décadas, graças a generosidade de cidadãos, empresas e movimentos que oferecem suas doações.  E tem o voluntariado com centenas de amigos, entre os quais, muitos médicos.

Os números da Obra testemunham o período difícil que estamos vivendo. No ano 2012, o número de pessoas que procuraram ajuda chegou a 26.945 enquanto que em 2011, foram 23.968. Num dos restaurantes foram servidos almoço e jantar para mais 2.500 pessoas por dia. O aumento foi de 16% e crescimento continuou no primeiro semestre de 2013.

Rafael Vieira, 22.9.2013